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	<title>Comments on: MMK</title>
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	<description>TheGoldenAura is all art by João Santos</description>
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		<title>By: Helena</title>
		<link>http://www.thegoldenaura.com/2007/05/18/mmk/comment-page-1/#comment-47</link>
		<dc:creator>Helena</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 May 2007 21:33:01 +0000</pubDate>
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		<description>O último museu a que fui localiza-se em badajoz e é o Museu de Arte Contemporânea. Pois lá está, de novo fico a pensar no que é isso de arte... No outro dia fazia de advogada do diabo e defendia a arte dita moderna das invectivas ferozes do meu cunhado que insistia que não via nada de belo num pacote de detergente ou numa lata de tomate colocada em cima de uma mesa. Dizia que o que lhes dava valor era apenas uma assinatura, entenda-se, de Andy Warhol, no caso. Tentei dizer-lhe que a arte moderna tem de ser contextualizada e pensada, não propriamente sentida ou apreciada do ponto de vista estético do «belo renascentista», por exemplo. Tentei dizer-lhe que o conceito de «lindo», imediato e sensorial, das obras impressionistas, por exemplo, deixa de fazer sentido face a uma obra que tem forçosamente de ser desconstruída. Tentei dizer-lhe que, portanto, para apreciar uma obra contemporânea teria que se despir do «antigo» conceito de «belo» e revesti-lo. Mas não sei se me convenci a mim própria...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O último museu a que fui localiza-se em badajoz e é o Museu de Arte Contemporânea. Pois lá está, de novo fico a pensar no que é isso de arte&#8230; No outro dia fazia de advogada do diabo e defendia a arte dita moderna das invectivas ferozes do meu cunhado que insistia que não via nada de belo num pacote de detergente ou numa lata de tomate colocada em cima de uma mesa. Dizia que o que lhes dava valor era apenas uma assinatura, entenda-se, de Andy Warhol, no caso. Tentei dizer-lhe que a arte moderna tem de ser contextualizada e pensada, não propriamente sentida ou apreciada do ponto de vista estético do «belo renascentista», por exemplo. Tentei dizer-lhe que o conceito de «lindo», imediato e sensorial, das obras impressionistas, por exemplo, deixa de fazer sentido face a uma obra que tem forçosamente de ser desconstruída. Tentei dizer-lhe que, portanto, para apreciar uma obra contemporânea teria que se despir do «antigo» conceito de «belo» e revesti-lo. Mas não sei se me convenci a mim própria&#8230;</p>
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