Posts Tagged ‘thinks’
Natal 2007
Tuesday, December 25th, 2007mais um final de Dezembro…
Pela primeira vez passei o Natal distante da família. A coisa muda.
O meu Natal também teve um jantar, talvez mais prolongado que o normal dos jantares mas não deixou de ser mais uma refeição.
Faltou a família, a choradeira dos reencontros, a discussão quanto à abertura das prendas no 24 à noite ou 25 de manhã, o discurso de “pés molhados”, as dores de cabeça da lareira e o cheiro a fumo, o campeonato de peru…
Faltaram as pessoas, os cheiros e os sabores.
O telefone da “garde”
Wednesday, December 12th, 2007Sinto-me como o cão do circo que levanta as patinhas ao som da música ou na cara o escorrer da baba como um cão de Pavlov.
Uma a duas vezes por semana lá tenho que fazer aquilo a que uns chamam “bloco”, outros “guardia” e os daqui “garde”. No fundo a palavra correcta é Calvário.
Trata-se de um dia inteiro, ou melhor, 86400 segundos. Segundo a segundo o tempo passa (deixa de estar tão parado).
Durante este período ando com um telefone que toca e traz o inesperado, o imprevisível o “não sei o quê” que espera a minha resposta de solução imediata.
Não é o sofrimento que me motiva o post, mas sim um curioso fenómeno de condicionamento com o toque do telefone.
Depois da primeira “garde” fica-se condenado a um vasoespasmo, uma taquicardia momentânea e angústia súbita cada vez que se ouça o maldito toque do telefone, mesmo quando é o outro que está de “garde”.
Sinto-me como o cão do circo que levanta as patinhas ao som da música ou na cara o escorrer da baba como um cão de Pavlov.
(Estou a pensar fazer um “sampling” do toque e usar como despertador.)
Os primeiros dias de trabalhos
Tuesday, November 6th, 2007Não sobra tempo para nada.
Tenho andado descuidado com o blog, mas o certo é que não tenho tido tempo para mais nada senão trabalhar, trabalhar, trabalhar, estudar, estudar, estudar…
Contudo, tenho a sorte de estar num sítio onde posso fazer uma pausa e passear num jardim realmente pacífico, sem qualquer ruído de fundo de cidade, respirar ar puro e ter espaço para pensar.
Espaço para pensar.
Angola em “crescimento”
Wednesday, September 5th, 2007Segundo o FMI, Angola é o país com o maior crescimento do planeta.
Cheguei há uns dias atrás de uma pequena viagem a Angola.
É a terceira vez que visito aquele país e é visível o “crescimento” quando comparo com as anteriores visitas.
Este “crescimento” são prédios gigantes, dragas a destruir a baía de Luanda, especulação imobiliária, trânsito cada vez mais caótico… Tudo isto com a invasão evidente e interessada de outros países.
Diamantes, petróleo, generais e restante clique corrupta são a desgraça daquele país, contudo, a população assiste impávida e serena a evolução da “sua” terra, ainda embriagados pelo sabor da paz.
Só a formação escolar pode salvar o país.
“9 devant la cathédrale…”
Wednesday, July 25th, 2007O fim da temporada em Strasbourg.
Foram 6 meses a viver em Strasbourg, uma pausa entre o curso e o início da actividade profissional.
Os últimos dias foram os mais interessantes, com o convívio entre um grande grupo de estudantes de diferentes países como Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, Hungria, Eslovénia, Polónia, Turquia, Arábia Saudita, Turquemenistão, Rússia… sendo fascinante a comunicação e confronto cultural, a sequência de pergunta/resposta das coisas mais banais com objectivo de entender o dia-a-dia de cada um de nós.
Vou de Strasbourg com um bom sabor de boca.
Visita ao Parlamento Europeu
Wednesday, July 4th, 2007Não é propriamente a visita que me motiva o post, mas sim o comportamento do grupo visitante.
Ontem visitei o Parlamento Europeu. Recomendo a todos aqueles que tenham a oportunidade de o fazer… e aos que não, fiquem descansados que aquela gente trabalha em boas condições.
Não é propriamente a visita que me motiva o post, mas sim o comportamento do grupo visitante.
Esta visita faz parte das actividades do curso intensivo de francês que estou a fazer. Era uma visita de grupo (50 pessoas) e exigia-se um elemento responsável por este, assim que o “CIEL de Strasbourg” fez de mim o responsável. Porquê eu?! Logo eu?!
Eu acredito na responsabilidade e organização individual do qual resulta um grupo responsável e organizado… e mal sabia eu que no grupo existiam elementos perturbadores, (ir)responsáveis pela educação, os professores (neste caso também alunos de francês).
O comportamento exemplar dos mais jovens contrastou com o snobismo, arrogância e desrespeito dos elementos mais velhos (os tais professores-alunos).
Sendo eu (jovem e não professor) o responsável pelo grupo, de alguma forma teve um efeito solvente sobre o verniz daquela gente, pondo de manifesto a sua pouca educação.
P.S. Gostaria de referir que alguns professores com “savoir-faire” respeitaram o “aluno-responsável do grupo” e comportaram-se com bastante nível. A excepção que confirmou a regra.
A entropia da música
Monday, June 25th, 2007Acredito num futuro com uma rede de livre distribuição de música protegida apenas com licenças do género Creative Commons, onde os músicos trabalham tocando ao vivo.
Sempre que vejo uma notícia sobre a pirataria musical ou de novas técnicas no combate a esta praga, não consigo deixar de pensar que o fenómeno (pirataria musical) chega a ter algo de belo.
Luto para que todos tenhamos livre acesso ao conhecimento e vejo neste fenómeno algo semelhante, uma luta pela arte para todos.
A música é arte, “roubam” arte para a consumir.
O combate a esta força gigante colectiva é, na minha opinião, uma luta perdida.
Todos os sistemas de anti-piracy utilizados até hoje, fracassaram redondamente.
É verdade que a pirataria pode reduzir os lucros de uma indústria habituada a ser altamente rentável. A pirataria pode mudar o mercado, não obrigatoriamente para prejuízo da música e muitas indústrias outrora rentáveis desapareceram.
Na minha opinião o workflow a que estamos habituados — músico que faz música, editora e músico assinam contrato, editora faz single, editora paga aos media para bombardearem o público com a música, editora faz disco, músico dá concertos de promoção do disco, editora e músico ganham muito dinheiro porque disco vendeu muito… — irá forçosamente mudar.
Acredito num futuro com uma rede de livre distribuição de música protegida apenas com licenças do género Creative Commons, onde os músicos trabalham tocando ao vivo.
Havendo espaço comercial para a edição de objectos (outrora produzidos em massa) mas desta vez muito cuidados, realmente objectos de culto e colecção. Todos gostamos de ter aquele livro ou aquele disco no nosso espaço.
Falo de arte e de música, o mais importante em todo este processo, e neste futuro idealizado seriam ambas as beneficiadas.
Lugano
Thursday, June 21st, 2007Uma bonita cidade…
Estive uns dias em Lugano, uma cidade no sul da Suíça no cantão de Ticino.
A cidade é bonita, calma, limpa, organizada… tudo o que seria de esperar de uma cidade suíça.
Mas a minha mente perversa não conseguia deixar de ver toda aquela funcionalidade pública como uma disfuncionalidade privada.










