TheGoldenAura

O telefone da “garde”

Wednesday, December 12th, 2007

Sinto-me como o cão do circo que levanta as patinhas ao som da música ou na cara o escorrer da baba como um cão de Pavlov.

Uma a duas vezes por semana lá tenho que fazer aquilo a que uns chamam “bloco”, outros “guardia” e os daqui “garde”. No fundo a palavra correcta é Calvário.

Trata-se de um dia inteiro, ou melhor, 86400 segundos. Segundo a segundo o tempo passa (deixa de estar tão parado).

Durante este período ando com um telefone que toca e traz o inesperado, o imprevisível o “não sei o quê” que espera a minha resposta de solução imediata.

Não é o sofrimento que me motiva o post, mas sim um curioso fenómeno de condicionamento com o toque do telefone.

Depois da primeira “garde” fica-se condenado a um vasoespasmo, uma taquicardia momentânea e angústia súbita cada vez que se ouça o maldito toque do telefone, mesmo quando é o outro que está de “garde”.

Sinto-me como o cão do circo que levanta as patinhas ao som da música ou na cara o escorrer da baba como um cão de Pavlov.

(Estou a pensar fazer um “sampling” do toque e usar como despertador.)

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3 Responses to “O telefone da “garde””

  1. Atena Says:

    Suponho que é nesses dias que davas o mundo para ter ao lado a tua velha máquina de fazer café …

  2. thegoldenaura Says:

    Não há tempo para os rituais, nas “gardes” funciono com café de máquina desconhecida.

  3. Guigas Says:

    Queria desejar-vos um feliz Natal e um excelente ano novo…

    Abraço e Beijinho

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