TheGoldenAura

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Saudade

Monday, January 3rd, 2011

Fui ver a pele, a carne e os ossos daqueles de quem tenho saudades. Sem explicação, continuo com saudades daquilo que não toco, que não vejo e que não ouço… daquilo que vive dentro… e que levo comigo.

A Suíça diz não aos “minaretes”

Sunday, November 29th, 2009

minarets

minaretsmap

No referendo de hoje, o povo suíço foi questionado e respondeu, com uma maioria de 57.5%, “Sim” à proposição de modificar o artigo 72 da Constituição, adicionando a seguinte frase: “A construção de minaretes está proibida”.

Esta maioria suíça mostrou como a desconfiança, o medo e a ignorância, podem funcionar como motor para uma discriminação referendada mas sem sentido.

Bartok

Friday, April 3rd, 2009

bartokmuseum

Nos meus 30 anos fugi, escusei-me com a triste idade e ofereci-me uns dias por Budapeste. Perdi-me em caminhadas pela cidade, prometendo ao corpo cansado um espírito saciado a goulash e vinho húngaro.

Em Buda, viajei à minha infância durante a visita à “Bartok’s Memorial House”, contente por viver mais do que a música, que toquei quando pequeno, deste grande compositor. Piano, curioso metrónomo de bolso, pena de 5 pontas, pautas originais… com um final de tarde de evasão no recital de Csaba Kiraly.

Bartok faz parte daquele grupo dos Imortais.

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Vivendo os “Coliseus” de hoje

Monday, December 15th, 2008

Estive uns dias na Catalunha, entre Lleida e Barcelona, a respirar os ares do tempo de Universidade e a revisitar os velhos amigos. É sempre muito especial e desta vez houve algo diferente, o Nacho convidou-me para um jogo de futebol, ou melhor, para “O Jogo de Futebol”, um Barcelona vs. Real Madrid.

Mais de 6 anos ali ao lado e nunca fui ao “Camp Nou”, não sou homem de futebol, mas sabia que este era o jogo ideal para estrear-me.

Na verdade, no meio de mais de 96.000 pessoas a viverem o espectáculo, senti-me romano no “Coliseu” num combate de gladiadores. O futebol é um fenómeno de primitivismos curiosos.

Syndication is killing my life…

Saturday, November 1st, 2008

Utilizo o NetNewsWire no mac e no iphone. É impressionante o ritmo ao qual adiciono novos feeds, acumulando e acumulando artigos para ler. Várias vezes optei pela estratégia de “Mark all as read”, crédulo de que daí em diante poderia acompanhar correctamente o ritmo de leitura.

Hoje, consciente das minhas limitações, decidi fazer uma limpeza e apaguei todos os feeds “excessivos”.

Com dificuldade geri a ambivalência no abandono… de algo que mal segui.

Simplificar

Saturday, August 9th, 2008

É a única solução.

O site tem estado menos activo nestes últimos dias, tenho estado a trabalhar localmente com um único objectivo, simplificar ao máximo a minha actividade web.

Trabalho com Plone há mais de 3 anos e foi este CMS que me motivou a aprender Python. Foi uma experiência verdadeiramente enriquecedora, passei horas no irc e nas mailing-lists desta comunidade genial, com gente sempre disponível a ajudar e a transmitir livremente os seus conhecimentos. Uma comunidade exemplo da filosofia de um projecto open source.

Diverti-me e aprendi muito, mas a minha vida tomou outro rumo.

Plone é complexo e um “elephantware” para o destino dado ao projecto thegoldenaura, tornando-se cada vez mais difícil realizar actualizações ou novas modificações ao site.  Preciso de algo simples e que funcione “out-of-the-box” com áudio, vídeo, podcast, blog… sem ter que editar código. Como disse anteriormente, a minha vida tomou um rumo onde o tempo escasseia e onde tenho que focar e concentrar a minha acção.

O projecto é migrar o meu site plone para um outro sistema. Ainda não sei exactamente qual, tenho estado a ver o WordPress, TextPress, MovableType, Drupal… Tenho que tomar uma decisão, não vai ser fácil.

O meu iPhone 3G

Saturday, July 12th, 2008

Um bom exercício de resistência à frustração.

Na sexta-feira acordei às  05:00 da manhã e às 06:00 estava à frente da loja Swisscom, que abria as portas às 06:30, para comprar um iphone 16GB preto… era o número 47 da fila e rapidamente anunciaram que só tinham 12 iphones de 16GB… abandonei a fila e dirigi-me a uma loja “Mobile Zone” onde também já não tinham o modelo para venda, segui então para uma loja “The Phone House” onde vi ser vendido o último iphone 16GB…

Restava-me uma última possibilidade, uma loja “Mobile Zone” num centro comercial em Marin (Neuchâtel) que abria as portas às 08:30. Dando já por perdida a causa, decidi continuar e lá fui. Quando pergunto à empregada da loja se ainda tinha algum iphone 3G 16GB preto, ela responde “Sim, e é o último…”. Senti uma momentânea recompensa pela persistência matinal.

Seguiu-se 1 hora, sendo visível o desconhecimento, por parte da simpática senhora, do procedimento de venda/activação iphone, com as fotocópias das “guidelines” enviadas pela Swisscom para os revendedores e sucessivos telefonemas para a hotline, etc. Era impossível activar o iphone, servidores sobrecarregados, experimentam um novo SIM card…

Volto mais tarde e a activação ainda não é possível, dizem-me que leve o iphone para casa e que o active com o meu iTunes. Escusado será dizer que não funcionou.

“The SIM card inserted in this iPhone does not appear to be supported. Only compatible SIM cards from a supported Carrier may be used to activate iPhone. Please insert the SIM card that came with your iPhone or visit a supported Carrier’s sotre to receive a replacement SIM card.”

Hoje, fiquei a saber que terei de esperar por um novo iphone, “… é o único cliente com este problema…”, mas não me sabem dizer quando vai chegar. Estão todos esgotados.

Esgotado estou eu, depois de ter resistido durante meses à tentação de comprar e hackear o primeiro iphone e ter esperado pelo lançamento da versão 3G, sinto a “recompensa” com o adiar do prazer de ter, finalmente, o meu iphone.

Frustrado, peço desculpa à minha impulsividade pelo mal que a tratei durante todos estes meses.

Com a boca mato saudades…

Wednesday, July 2nd, 2008

Francesinha e Super Bock.

Hoje, a mais de 1900Km da origem, comi a francesinha e bebi a Super Bock. Coisas simples que enchem-me a alma.

O tempo…

Friday, March 21st, 2008

… prega-nos partidas.

É bom acordar e ver que o tempo manda mais.

Viajar sentado num domingo depressivo

Sunday, February 17th, 2008

Upgrade do Aperture para 2.0

É domingo e nada melhor do que alimentar o pior dia da semana com um passeio pelo passado fotografado.

Tempo

Monday, January 28th, 2008

Não pára nem sobra.

Falta-me tempo…

Natal 2007

Tuesday, December 25th, 2007

mais um final de Dezembro…

Pela primeira vez passei o Natal distante da família. A coisa muda.

O meu Natal também teve um jantar, talvez mais prolongado que o normal dos jantares mas não deixou de ser mais uma refeição.

Faltou a família, a choradeira dos reencontros, a discussão quanto à abertura das prendas no 24 à noite ou 25 de manhã, o discurso de “pés molhados”, as dores de cabeça da lareira e o cheiro a fumo, o campeonato de peru…

Faltaram as pessoas, os cheiros e os sabores.

O telefone da “garde”

Wednesday, December 12th, 2007

Sinto-me como o cão do circo que levanta as patinhas ao som da música ou na cara o escorrer da baba como um cão de Pavlov.

Uma a duas vezes por semana lá tenho que fazer aquilo a que uns chamam “bloco”, outros “guardia” e os daqui “garde”. No fundo a palavra correcta é Calvário.

Trata-se de um dia inteiro, ou melhor, 86400 segundos. Segundo a segundo o tempo passa (deixa de estar tão parado).

Durante este período ando com um telefone que toca e traz o inesperado, o imprevisível o “não sei o quê” que espera a minha resposta de solução imediata.

Não é o sofrimento que me motiva o post, mas sim um curioso fenómeno de condicionamento com o toque do telefone.

Depois da primeira “garde” fica-se condenado a um vasoespasmo, uma taquicardia momentânea e angústia súbita cada vez que se ouça o maldito toque do telefone, mesmo quando é o outro que está de “garde”.

Sinto-me como o cão do circo que levanta as patinhas ao som da música ou na cara o escorrer da baba como um cão de Pavlov.

(Estou a pensar fazer um “sampling” do toque e usar como despertador.)

Os primeiros dias de trabalhos

Tuesday, November 6th, 2007

Não sobra tempo para nada.

Tenho andado descuidado com o blog, mas o certo é que não tenho tido tempo para mais nada senão trabalhar, trabalhar, trabalhar, estudar, estudar, estudar…

Contudo, tenho a sorte de estar num sítio onde posso fazer uma pausa e passear num jardim realmente pacífico, sem qualquer ruído de fundo de cidade, respirar ar puro e ter espaço para pensar.

Espaço para pensar.

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Angola em “crescimento”

Wednesday, September 5th, 2007

Segundo o FMI, Angola é o país com o maior crescimento do planeta.

Cheguei há uns dias atrás de uma pequena viagem a Angola.

É a terceira vez que visito aquele país e é visível o “crescimento” quando comparo com as anteriores visitas.

Este “crescimento” são prédios gigantes, dragas a destruir a baía de Luanda, especulação imobiliária, trânsito cada vez mais caótico… Tudo isto com a invasão evidente e interessada de outros países.

Diamantes, petróleo, generais e restante clique corrupta são a desgraça daquele país, contudo, a população assiste impávida e serena a evolução da “sua” terra, ainda embriagados pelo sabor da paz.

Só a formação escolar pode salvar o país.

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“9 devant la cathédrale…”

Wednesday, July 25th, 2007

O fim da temporada em Strasbourg.

Foram 6 meses a viver em Strasbourg, uma pausa entre o curso e o início da actividade profissional.

Os últimos dias foram os mais interessantes, com o convívio entre um grande grupo de estudantes de diferentes países como Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, Hungria, Eslovénia, Polónia, Turquia, Arábia Saudita, Turquemenistão, Rússia… sendo fascinante a comunicação e confronto cultural, a sequência de pergunta/resposta das coisas mais banais com objectivo de entender o dia-a-dia de cada um de nós.

Vou de Strasbourg com um bom sabor de boca.

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Visita ao Parlamento Europeu

Wednesday, July 4th, 2007

Não é propriamente a visita que me motiva o post, mas sim o comportamento do grupo visitante.

Ontem visitei o Parlamento Europeu. Recomendo a todos aqueles que tenham a oportunidade de o fazer… e aos que não, fiquem descansados que aquela gente trabalha em boas condições.

Não é propriamente a visita que me motiva o post, mas sim o comportamento do grupo visitante.

Esta visita faz parte das actividades do curso intensivo de francês que estou a fazer. Era uma visita de grupo (50 pessoas) e exigia-se um elemento responsável por este, assim que o “CIEL de Strasbourg” fez de mim o responsável. Porquê eu?! Logo eu?!

Eu acredito na responsabilidade e organização individual do qual resulta um grupo responsável e organizado… e mal sabia eu que no grupo existiam elementos perturbadores, (ir)responsáveis pela educação, os professores (neste caso também alunos de francês).

O comportamento exemplar dos mais jovens contrastou com o snobismo, arrogância e desrespeito dos elementos mais velhos (os tais professores-alunos).

Sendo eu (jovem e não professor) o responsável pelo grupo, de alguma forma teve um efeito solvente sobre o verniz daquela gente, pondo de manifesto a sua pouca educação.

P.S. Gostaria de referir que alguns professores com “savoir-faire” respeitaram o “aluno-responsável do grupo” e comportaram-se com bastante nível. A excepção que confirmou a regra.

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A entropia da música

Monday, June 25th, 2007

Acredito num futuro com uma rede de livre distribuição de música protegida apenas com licenças do género Creative Commons, onde os músicos trabalham tocando ao vivo.

Sempre que vejo uma notícia sobre a pirataria musical ou de novas técnicas no combate a esta praga, não consigo deixar de pensar que o fenómeno (pirataria musical) chega a ter algo de belo.

Luto para que todos tenhamos livre acesso ao conhecimento e vejo neste fenómeno algo semelhante, uma luta pela arte para todos.

A música é arte, “roubam” arte para a consumir.

O combate a esta força gigante colectiva é, na minha opinião, uma luta perdida.

Todos os sistemas de anti-piracy utilizados até hoje, fracassaram redondamente.

É verdade que a pirataria pode reduzir os lucros de uma indústria habituada a ser altamente rentável. A pirataria pode mudar o mercado, não obrigatoriamente para prejuízo da música e muitas indústrias outrora rentáveis desapareceram.

Na minha opinião o workflow a que estamos habituados — músico que faz música, editora e músico assinam contrato, editora faz single, editora paga aos media para bombardearem o público com a música, editora faz disco, músico dá concertos de promoção do disco, editora e músico ganham muito dinheiro porque disco vendeu muito… — irá forçosamente mudar.

Acredito num futuro com uma rede de livre distribuição de música protegida apenas com licenças do género Creative Commons, onde os músicos trabalham tocando ao vivo.

Havendo espaço comercial para a edição de objectos (outrora produzidos em massa) mas desta vez muito cuidados, realmente objectos de culto e colecção. Todos gostamos de ter aquele livro ou aquele disco no nosso espaço.

Falo de arte e de música, o mais importante em todo este processo, e neste futuro idealizado seriam ambas as beneficiadas.

Lugano

Thursday, June 21st, 2007

Uma bonita cidade…

Estive uns dias em Lugano, uma cidade no sul da Suíça no cantão de Ticino.

A cidade é bonita, calma, limpa, organizada… tudo o que seria de esperar de uma cidade suíça.

Mas a minha mente perversa não conseguia deixar de ver toda aquela funcionalidade pública como uma disfuncionalidade privada.

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A importância da luz

Sunday, May 6th, 2007

Fotografias desde a minha varanda…

Regressei de novo a esta casa mas a luz fê-lo antes, mudando a paisagem da minha varanda.

Há objectos que são assim

Wednesday, March 21st, 2007

Porque a vida também está feita de objectos.

A minha máquina de café é a minha máquina de café.

É um objecto da minha vida.

Café esquecido entre cigarros, leitura e estudo… muito café.

O ritual repete-se. Aquecer a água, enquanto aquece a água meto a dose de café, viro a água e mexo. Por mais vezes que o faça, nunca deixo de ouvir a voz “… mexe enquanto a água está realmente quente…”.

Café, café e mais café da minha máquina de café.

Bin Laden e as mulheres

Thursday, February 15th, 2007

Por algum motivo Bin Laden desenvolve um mecanismo de atracção nas mulheres.

Tenho constatado que Bin Laden é uma figura “atraente” para as mulheres, pelo menos à grande maioria das mulheres que questionei.

Será o mistério? O poder? A beleza? O que as faz sentirem-se atraídas por este homem?

O prazer no alívio de tensões na submissão ao poderoso?

Fantasiam as mulheres submeter o poderoso?

… nem os moleculares se salvam.

Wednesday, October 6th, 2004

rna

Também os “impérios” moleculares acabam por cair.

“The ribosome: Proteins are molecular machines and the ribosome is one of (if not the) most important protein molecular machines. The ribosome is the machine which synthesizes proteins. One surprise is that this protein synthesis machine is mainly a large piece of RNA! This probably dates back from the time when RNA dominated the world and proteins were an afterthought.

The RNA-world hypothesis: How did life on Earth evolve? One facinating hypothesis is that the world was dominated by RNA. RNA is a cousin to DNA, but in some ways has properties of both DNA and proteins. Like DNA, RNA can encode genetic material in a way which can easily be replicated and read out. Like proteins, RNA can fold! By folding, it can create interesting molecular machines, which carry out enzyme-like capabilities. These RNA enzymes are called “Ribozymes”. The ribsome, perhaps one of the most important molecular machines, is actually a ribozyme! ”

Folding Fact of the Day, folding.stanford.edu

…criança outra vez.

Monday, September 13th, 2004

chaplin

Hoje saí de casa. Já não estava habituado, as coisas moviam-se sozinhas mesmo quando eu estava parado.

Recordei que as pessoas não só têm cor e som, também têm cheiro.

Encontrei um vagabundo (o único dos homens livres), tinha cor, som e cheiro, e tinha um relógio, um relógio com um botão.

…criança.

Wednesday, August 25th, 2004

relogiodotempo

Sigo igual, com as mesmas fantasias de outros tempos.

Sonho com um relógio, não é um relógio qualquer, é aquele, aquele com o tal botão que carregando pára o tempo.

Fecharia os olhos.